Márcia Ribas

Moda fitness até que ponto?


27 jul 0:51 POR marciaribas

Márcia Ribas - moda fitness

O visual sempre me chamou a atenção em tudo. Gosto muito de coisas bonitas e simples ao mesmo tempo, desde decoração, moda, estética, arte, enfim. Gosto porquê de alguma forma essa beleza amplia minha visão a respeito de mim mesma no sentido de perceber que tudo pode ser melhorado a partir de um pequeno movimento.

Porém, mesmo com toda essa admiração pelo estético, deformei meu corpo carregando 40 kg a mais sobre ele por vários anos. Antagônico, dramático e absolutamente normal para uma pessoa que não sabia sobre sua própria verdade, e que na ânsia de conhece-la, inconscientemente se perdeu em meio às referências externas de beleza que tinha ao seu redor.

Meu sonho era o de ter o corpo da atriz fulana de tal, o rosto da modelo X, e o cabelo da cantora Y. Aqui dentro a bagunça estava feita, acontecia de tudo, menos reconhecer a minha própria identidade.

Com a ajuda de várias pessoas emagreci 40 kg e passei a enxergar, reconhecer e admirar a minha verdadeira imagem. Isso não foi nada fácil, da mesma forma que não foi fácil desejar ter o corpo de outra pessoa, enquanto sufocava e evitava o meu aqui dentro.

Nessa época ‘a moda fitness’ não tinha toda a presença e exigência que tem hoje. Aliás, há uma linha tênue entre o equilíbrio e o exagero quando o assunto é esse.

Fitness é uma palavra de origem inglesa e significa “estar em boa forma física“. Normalmente o termo é associado à prática de atividade física e se refere ao bom condicionamento físico ou bem estar físico e mental. Ou seja, algo que existe para ajudar o corpo a ter resistência ou condição para funcionar com eficiência em todas as atividades do dia a dia e se manter saudável. Lindo!

Lindo enquanto não nos deixa malucos e quase que bobos e sem referência sobre o que significa alimentação, bem estar, estética, marketing, saúde, vaidade, essência, lucro, verdade, exagero, felicidade, realidade, e por aí vai.

Uma coisa é ter um corpo saudável, outra coisa é pensar que preciso ter o corpo perfeito, barriga chapada e nenhuma estria ou celulite. Qualquer pessoa pira desse jeito. A minha estrutura e o meu biótipo não correspondem a essa realidade, mas só depois de muito sofrer, aceitei essa verdade que dói. Meus braços insistem em dar ‘tchau’ e minha barriguinha teimosa continua aqui. Sou muito feliz, obrigada!

Por outro lado, o mínimo que posso fazer a meu favor é cuidar da minha saúde e qualidade de vida com responsabilidade e generosidade simplesmente porque eu mereço e ninguém pode fazer isso em meu lugar. Atualmente me rendi à musculação; entendi que preciso de força para sustentar meu próprio corpo, de saúde, condicionamento, resistência, e claro, que a lei da gravidade está aí para todo mundo.

Por outro lado, não consigo me imaginar comendo só clara de ovo, batata doce, frango, castanha, chia e afins para o resto da vida, sinto necessidade de comer de tudo um pouco. Há quem o faça? Há e eu respeito de coração, porque somos livres para fazer escolhas. Porém a mim isso não ajuda porque me sinto um peixe fora d’água, gastando toda minha energia em algo que não diz da minha realidade.

Há um turbilhão de informação a nosso redor, mas a mais importante e que tem a verdadeira resposta, é a que está ai dentro. Dê atenção a ela e se esforce para fazer nem que seja um pequeno movimento no dia de hoje para corresponder à sua própria verdade quando o assunto é ter uma vida saudável.

Tenha um ótimo trabalho de descoberta


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